terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O Leitão à Bairrada

 

Aproveitando a última tertúlia (a comemorativa), e uma vez que esta foi dedicada ao Leitão à Bairrada, aqui fica alguma informação relativa ao saboroso animal...

A Origem

Apesar de se saber que os romanos já apreciavam leitão, não são muitos os livros de gastronomia que o referem assado. Facto é que desde o século XVII que a criação de suínos se tornou excedentária em terras da Bairrada e esse facto constituiu um grande impulso que o levou à sua comercialização.
O documento mais antigo que se refere a esta iguaria é uma receita conventual de 1743, provavelmente do Mosteiro do Lorvão ou do Mosteiro da Vacariça, compilada num caderno de refeitório de 1900 por António de Macedo Mengo, na qual é descrita uma receita que quase coincide com a receita actual.
Devido a esta falta de documentação mais exacta, todos os concelhos da região da Bairrada reivindicam a sua origem, desde o concelho da Mealhada, a Sul até ao de Águeda, a Norte, não sendo consensual e gerando várias disputas.

Comercialização

A sua comercialização assado terá começado em Covões (Cantanhede), segundo um documento do início do século XX, de uma encomenda feita pela Sociedade das Águas de Luso, mas o seu grande arranque terá sido levado a cabo por Álvaro Pedro, nascido em Alpalhão (Anadia), começou por vender no seu negócio em 1943, as famosas sandes de leitão aos parcos automobilistas que então circulavam na EN1 e mais tarde, 1949, abre o primeiro restaurante que comercializa para o grande público leitão assado à Bairrada, situado na então aldeia de Sernadelo, a parcos quilómetros de Alpalhão e hoje integrada na malha urbana da Cidade de Mealhada. Depois deste arranque muitos restaurantes se seguiram preenchendo as laterais da EN1 de uma ponta à outra de Mealhada, mas a ideia também pegou nos concelhos vizinhos e também parte integrante da Bairrada como Anadia, Cantanhede, Oliveira do Bairro e Águeda.
In Wikipédia

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Comemorativa do primeiro ano

Realizámos no passado dia 13 de Fevereiro a comemorativa do primeiro ano, e como durante o ano as degostações foram sempre feitas no mesmo local, (não é que tenha sido mau, antes pelo contrario) esta teria de ser diferente.Fizemos então uma excursão a Águeda, mais propriamente ao restaurante Casa Vidal, em Aguada de Cima (Telef. 234 666 353), Onde fomos bem "tratados".



Os tertúlianos preparados para o repasto, já no aquecimento




As estrelas da festa, depois de nós é claro .



Um muito bom espumante tinto bruto (não muito bruto) da casa, fresquiiiinhoooo, (pena foi haver muitos Km`s ainda a fazer), e um muito bem temperado, suculento e saboroso leitão, mesmo no ponto, acompanhado de batatas fritas, laranja e salada mista, uma salada sem tomate se faz o favor.



Ainda sobre o leitão


Morando eu na zona de Coimbra, e tendo hipotese de comer o famoso leitão da Mealhada, afirmo sem qualquer duvida que este estava melhor que qualquer outro que tenha comido na referida zona. A não perder mesmo.


A"net" possibilita quase tudo menos o cheirinho desta delicia, ainda bem se não ....


Alguns, tiveram companhia para casa, se é que chegou a casa inteiro??????


















Depois do duro banquete um ligueiro passeio pela Barra, Aveiro, para fazer a digestão.



Lindo dia de verão para passear na praia



No final o descanço dos guerreiros e de volta a casa


Um dia bem passado, boa pinga, boa comida e boa companhia, menos do "gajo" mais velho que faz má vizinhança, sim tu.
Uma excursão a repetir

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Pérolas Musicais

Aproveitando a proximidade do Dia dos Namorados, recordamos aqui esta preciosidade. Aproveitem e dediquem á vossa mais que tudo ...


terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

A "Limpeza"

Foi no dia 14 de Janeiro o último repasto da primeira época. Chamo-lhe o da "limpeza" pois após uma época (equivale a 7 provas de aguardentes vínicas, cada uma delas da responsabilidade de cada tertúlianio, que corresponderá a um pouco mais de 14 meses) realizamos esta jantarada, a convite do local habitual e, onde não houve a finalização com aguardente vínica.
A estrela da noite, desta vez, foi uma bela corvina, devidamente acompanhada. Mas, como uma imagem vale mais que mil palavras, sirvam-se ......

Vale a pena sublinhar, que apesar de termos dado folga á Aguardente Vínica, os acompanhamentos presentes não se saíram nada mal!
Para 13 de Fevereiro próximo iremos realizar a "comemorativa" do primeiro ano. Brevemente aqui a noticiaremos.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

As Estrelas da tertúlia... já Bebericadas!!!

O Nosso 1º Post - A Aguardente Vínica

A aguardente vínica resulta da destilação do vinho e é, comparada com a bagaceira, um produto mais sofisticado, com aromas e sabores menos fortes e mais equilibrados. Criada a partir de vinhos de qualidade, a aguardente vínica portuguesa ostenta qualidades aromáticas e sápidas que a tornam capaz de ombrear com as mais caras e conceituadas bebidas espirituosas, transportando toda a tipicidade das grandes castas nacionais.
As aguardentes de vinho, incolores logo após a destilação, são habitualmente sujeitas a envelhecimento em casco de madeira nobre, ganhando com isso maior suavidade, tonalidades de caramelo e mais complexidade de sabores e aromas. Com uma percentagem de álcool um pouco mais baixa, em média, do que as bagaceiras, as aguardentes vínicas têm classificações que variam consoante o tempo de envelhecimento, que pode variar entre o mínimo de dois a seis anos.

A maior acidez dos vinhos e dos bagaços da região dos vinhos verdes tem sido apontada como argumento para a obtenção de excelentes aguardentes, tanto bagaceiras como vínicas. Mas a grande variedade de castas portuguesas permite elaborar aguardentes e bagaceiras mais ou menos macias, mais ou menos aromáticas, capazes de satisfazer gostos muito diferentes.